
FONTES: Refugiados de Xangai (1937-1964)
Procurar um refúgio é partir em busca de um novo sentido para a vida e ser um refugiado é sentir a privação do que se considera fundamental para garantir a subsistência. Por isso, um refugiado é sempre um migrante cuja vontade de ser e estar de forma diferente tem a força necessária para romper fronteiras: primeiro, romper as fronteiras interiores pela decisão individual de partir, que se sobrepõe à opção de ficar; segundo, romper fronteiras sociais, principalmente no seu núcleo familiar, provocando separações, temporárias ou definitivas, reunificações e regressos mais ou menos anunciados logo no início da partida; terceiro, romper fronteiras nacionais, hoje cada vez mais debilitadas pela força da mobilidade de enormes massas humanas que, nos cinco continentes, desafiam a ordem internacional do estado-nação.